sexta-feira, 2 de junho de 2017

COMO FAZER UM TRABALHO DA ESCOLAR!

O que é pesquisa?

Segundo Marcos Bagno, em seu livro Pesquisa na Escola:
Pesquisa é uma palavra que veio do espanhol. Este por sua vez, herdou-a do latim. Havia em latim o verbo perquiro, que significava “procurar; busca com cuidado; procurar por toda a parte; informar-se; inquirir; perguntar; indagar bem, aprofundar na busca”. O particípio passado desse verbo latino era perquisitum. Por alguma lei da fonética histórica, o primeiro R se transformou em S na passagem do latim para o espanhol, dando o verbo pesquisar que conhecemos hoje. Perceba que os significados desse verbo em latim insistem na ideia de uma busca feita com cuidado e profundidade.

              Pesquisar, então, consiste em uma busca cautelosa sobre algum assunto e, a partir das informações colhidas, construir um texto inédito. Portanto, copiar parágrafos de um livro, site ou qualquer outra referência, bem como usar uma ideia de um autor e apenas trocar as palavras por sinônimos são considerados PLÁGIO, prática considerada crime, de acordo com a Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.
Você já fez algum trabalho assim? Então está na hora de mudar!

Como fazer um pesquisa, então?

            Existem inúmeros métodos de pesquisa. Aqui vamos nos ater a um deles, que é o fichamento. Basta seguir os passos a seguir:
  1. Escolha uma fonte confiável;
  2. Leia o texto e sublinhe as informações importante (APENAS as informações importantes; sublinhar todo o texto não ajuda, muito pelo contrário);
  3. Escreva a referência da fonte no topo da ficha;
  4. Anote as informações importantes na ficha correspondente — pode ser em forma de itens. Importante: não reproduza partes do texto na ficha.
  5. Procure outras três fontes e faça o mesmo.
            Quanto maior a quantidade de fontes consultadas, mais confiável torna-se a pesquisa, pois os dados confirmam-se e provam que são verdadeiros, que não se trata de uma informação falsa ou incorreta.
Para as pesquisas em sala de aula estabelecerei, no mínimo, 3 fontes consultadas, ou seja, 3 fichas. Essas fichas ajudarão você a produzir um texto inédito.

Como analisar os dados?

             Para iniciar um texto de sua autoria, que é o produto final da sua pesquisa, é preciso analisar os dados das fichas, comparando uns com os outros: se há informações que se repetem, se há informações divergentes, se alguma traz um dado novo, etc. Quando os dados repetem-se, é bem provável que sejam verdadeiros e, portanto, podem ser usados na sua pesquisa. Quando há informações divergentes, ou seja, que não conferem, como por exemplo algum ano, algum fato que está fora de ordem, deve-se consultar outras fontes confiáveis para tirar a dúvida. Após analisar os dados é o momento de começar a escrita do seu texto a partir das informações que você coletou nas fichas.
               Assim é bem mais fácil, não é mesmo?

O que é uma fonte confiável?

           Ao longo dessa leitura, você deve ter reparado na quantidade de vezes que foi utilizada a palavra confiável logo após a palavra fonte, correto? Pois bem, nada adianta fazer uma pesquisa se usamos dados ou informações inventadas, não é mesmo? As fontes confiáveis são assinadas por algum especialista da área. Todos podemos criar um blog sobre algum tema, mas só quem tem o conhecimento sobre o assunto é que poderá fornecer uma informação que se pode confiar.
          Geralmente, nos sites específicos sobre Educação Física, por exemplo, há a assinatura de quem escreveu e, inclusive, às vezes indica a sua formação na área — Graduado em Educação Física pela Universidade X, por exemplo, o que dá credibilidade ao seu trabalho.
Anotar sempre a fonte bibliográfica ajuda nos futuros trabalhos. Se o fonte é confiável, você poderá recorrer a ela sempre que tiver dúvida. Citar a fonte no trabalho escola demonstra que você realizou algumas ou muitas leituras para depois realizar o seu trabalho final.

Procedimentos iniciais do aluno:
  • Selecionar as fontes que vai consultar;
  • Leia o material pesquisado várias vezes, faça um resumo destacando as principais informações levantadas e escreva um texto com suas próprias palavras;
  • Examinar os títulos e fazer anotações sobre o que o interessa;
  • Organizar as anotações, em função do roteiro estabelecido;
  • Construir seu próprio texto; redigir;
  • Ilustrar a matéria produzida, fazendo suas próprias ilustrações ou selecionando-as de materiais prontos;
  • Enriquecer o trabalho com mapas, gráficos, reportagens e entrevistas, se for o caso.
  • Cuidado com a redação do trabalho. Faça sempre uma correção com o propósito de corrigir erros ortográficos e gramaticais;
  • Não transforme seu trabalho numa simples cópia de livros ou sites. Usando deste artifício, além de você não aprender nada, ainda corre o risco de tirar uma nota baixa.

Fonte bibliográfica:
http://www.lendo.org/como-fazer-trabalho-escolar/, acessado em 22 de abril de 2014
http://www.suapesquisa.com/trabalho_escolar.htm, acessado em 21 de abril de 2014.
https://novaescola.org.br/conteudo/2568/como-fazer-uma-boa-busca-na-internet, acessado em 20 de abril de 2014.

SEMINÁRIO: COMO ELABORAR E APRESENTAR

              É muito comum professores pedirem aos alunos apresentação de pesquisa sobre um determinado tema em forma de seminário. Infelizmente, os alunos recebem poucas informações de como realizar um bom seminário ou apresentam deficit na compreensão do que seja um seminário ou tem dificuldade em falar em público devido algum trauma anterior na sua vida escolar. Poucos são os professores que se dão o trabalho de explicar os passos que devem ser seguidos no desenvolvimento dessas atividades. Porém, o seminário é uma metodologia positiva para o aluno pois oferece autonomia e independência nos estudos individuais e posteriormente tem o reflexo no coletivo.

O que é seminário?

                É um método de estudo, com objetivo de levar todos os participantes a uma reflexão aprofundada de determinado problema, a partir de textos e em equipe. Sendo assim, todos os participantes têm de ter contato com o texto básico e saber substituir o colega encarrado de determinado tópico. Todos devem saber a mensagem central do texto a ser apresentado. Igualmente, todos devem estar preparados para o julgamento e crítica do texto, além de estar preparados para fazer perguntas sobre o tema para os ouvintes (para prender a atenção de todos)

Roteiro de um seminário:

1. Deve-se apresentar material impresso com o tema desenvolvido à professora, para que acompanhe a apresentação do grupo. No caso de textos literários, resumo da biografia do autor, do texto em questão e da ideia central do texto. Pode haver, mas não é obrigatório, um trecho do texto, escolhido pelo grupo como central, sobre o qual se deve fazer uma leitura em voz alta.
2. Faça um roteiro do que será falado (pode incluir os temas do texto), porém a leitura do roteiro integralmente não caracteriza um seminário, cuidado com leitura e a falta de explicação sobre o tema, transmite a sensação de falta de preparo e pouco estudo. O roteiro de leitura escrito é uma síntese dos momentos lógicos essenciais do texto, não apenas recortar partes do texto, mas realizar uma síntese de todo o texto.
4. Bibliográfica: no caso da literatura, dicionários, obras clássicas de abordagem da história, etc.
5. Todos do grupo deve fazer o seu roteiro de estudo sobre todo o tema, devem todos falar o seu roteiro de estudo e não interromper outro integrante do grupo que esteja falando. 

Apresentação do seminário

            O grupo de seminaristas deverá um fazer uma pequena introdução do trabalho, relatar o tema, apresentar os integrantes do grupo, descrever o método de apresentação, ter o conhecimento das partes previamente divididas entre si e uma postura crítica e confiante. A interpretação da pesquisa realizada é fundamental, “o salto par além do texto”. Então, para isso deve-se evitar a leitura unicamente e posicionar-se criticamente sobre o tema, com segurança, preparo antecipado, com o roteiro de apresentação em mãos e firmeza no que está falando.

Recursos audiovisuais.

               A linguagem predominante em um seminário é a verbal. Isso não significa que não se possa fazer usos de outros recursos, como os audiovisuais, por exemplo. Retroprojetor, filmes, slides, cds, e datashow, cartolinas, banner, paineis, escrever na lousa o roteiro pode e devem ser usados numa apresentação, desde que não substituam a exposição verbal. Lembre-se de que tais recursos são apenas apoios.

Postura do apresentador

               Os apresentados deve falar em pé, com o esquema nas mãos, olhando para todo o público, devendo permanecer sempre de frente para a plateia, mesmo quando usar a lousa, retroprojetor ou o datashow. A fala do apresentador deve ser modulada, alta, clara, bem articulada e com entonação variada, para que a explicação não fique monótona. Se consultar o roteiro, deve fazê-lo sem baixar excessivamente a cabeça, para que a voz não se volte para o chão, prejudicando a audiência. O apresentador deve mostrar-se seguro sobre o tema e atento ao tempo previsto para sua apresentação.

Oralidade

            Embora a modalidade usada nos seminários seja a falada, recomenda-se que o apresentador evite certos usos da linguagem verbal, tais como os, “né?; tá?; ahn”, pois devido ao fato de o seminário ser uma atividade mais forma, tem-se a predominância da variedade padrão da língua, havendo, assim, certa proximidade com a escrita.

Ultimas considerações

  • Preparar tudo como se fosse assistir ao seu próprio seminário e como se a plateia não soubesse nada sobre o tema.
  • Não leia a ficha do roteiro, apenas, mas apresente após devorar, treinar, ensaiar.
  • Ignore o professor e fale para a plateia.
  • Jamais apresente o seminário se não tiver a par de todos os tópicos, incluindo o vocabulário.
  • Dificuldades enfrentadas pelo grupo pode fazer parte das conclusões.
  • Não esqueça de finalizar a apresentação com um conclusão sobre o tema e agradecer a plateia.

Escrito por:
Jorge Viana de Moraes, é mestre em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É professor universitário em cursos de graduação e pós graduação

Bibliografia: