quarta-feira, 26 de julho de 2017

VÍDEO QUE AUXILIA NA PRODUÇÃO DO TRABALHO ESCOLAR

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Este vídeo foi retirado o youtube, com o título "Dicas para fazer trabalhos escolares", com duração de 5 minutos e 53 segundos. Foi publicado pela autora Victoria Bonna, no dia 19 de setembro de 2016.

O objetivo deste vídeo é auxiliar os estudantes do ensino básico a estruturar o seu trabalho escolar sobre qualquer tema e para qualquer disciplina, identificando as normas da ABNT para sua estruturação do seu trabalho sem muita dificuldade ou estranheza. 

Apenas quero alertar sobre o site www.soeducacaoafisica.com.br, que a autora indica que existe para todas as disciplinas, por exemplo, www.somatematica.com.br. O site indicado para a educação física direciona para outro site de curso e não de produção acadêmica e pode conter vírus. Cuidado. Porém, o google acadêmico, que eu não conhecia, realmente é muito bom. Vale a pena dar uma olhada. 

Outro alerta é que a autora do vídeo dá dicas de como montar seu trabalho. Dicas não é a regra propriamente dita. As dicas são para você entender melhor as normas e regras da ABNT e não para ser seguidas sem questionamento e apenas "ctrl+c e ctrl+v". Então, utilize os textos abaixo que estão com as normas da ABNT corretamente para não ter problemas na hora da entrega do trabalho. 

Contudo, é um vídeo bem legal, com uma linguagem simples e informal, que pode auxiliar na hora dos estudos. 

Se você tem algum vídeo ou alguma dica para esclarecer sobre este tema, "Orientações para Trabalho escolar", comente, faça sua sugestão, critique os pontos positivos e negativos, curta, coloque as suas dúvidas e suas contribuições para este blog possa melhorar sempre. 

Super beijo. ✌👍💕😗

COMO É FÁCIL FAZER UM TRABALHO ESCOLAR!

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Neste vídeo mostra as etapas de como não fazer um trabalho escolar. É um vídeo fictício, não é real, então, qualquer semelhança com a nossa realidade, é pura coincidência. 

Mas é um vídeo divertido, descontraído e bem engraçado. Dedico este vídeo aos meus alunos, a todos que se identificarem, ou que acharam engraçado. Posso dizer que até lembrei um pouco de mim quando estava na escola. 

Então, curte aí o vídeo sem pressa e faça seu comentário. 
      
Este vídeo foi retirado do youtube:
ETAPAS DE UM TRABALHO. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=W7UGIum3-Ms>. Publicado em novembro de 2015.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

ORIENTAÇÕES PARA O TRABALHO ESCOLAR

Na maioria das instituições acadêmicas como universidades, escolas técnicas, colégios, faculdades, centro de ensino, os mais diversos tipos de trabalho devem seguir uma série de padronizações que devem ser definidas e normalmente são indicadas nas regras existentes da ABNT.

As normas da ABNT para trabalhos escolares são relacionadas para dar base para a execução de um trabalho escolar, trabalho acadêmico, TCC , e muitos outros e servem para manter um tipo de padrão, com o mesmo tamanho de letras, fontes, espaçamentos, etc. Desta forma o conteúdo dos trabalhos são sempre os mais importantes, mas a capa deve seguir o padrão que acaba ajudando a conseguir uma nota mais elevada.

O QUE SÃO NORMAS DA ABNT?

As normas asseguram as características desejáveis de produtos e serviços, como qualidade, segurança, confiabilidade, eficiência, bem como respeito ambiental. Quando os produtos e serviços atendem as expectativas é demonstrado a preocupação em atender as normas que visam qualidade e justiça entre os produtos e serviços. Quando os produtos se mostram de má qualidade, não se encaixam, são incompatíveis com equipamentos já existente, não são confiáveis ou são perigosos e pode causar prejuízo financeiro e acadêmico. Alguns exemplo de aplicação das Normas da ABNT está escola nos trabalhos escolares ou nas dimensões das torneiras do banheiros, até na sinalização de transito com os símbolos normalizados fornecem avisos de perigo e informações através das fronteiras linguísticas.

Exemplo de quem se beneficia é o planeta que habitamos, as normas sobre a qualidade do ar, da água e dos solos, sobre as emissões de gases e de radiação e sobre os aspectos ambientais de produtos, podem contribuir para os esforços em preservar o meio ambiente. Outro exemplo são os consumidores, a conformidade dos produtos e serviços de acordo com as normas oferece garantias sobre sua qualidade, segurança e confiabilidade.

COMO ESTRUTURAR UM TRABALHO ESCOLAR COM QUALIDADE?

Para preparar um bom trabalho é preciso cumprir bem algumas etapas, como a pesquisa, a preparação, a redação e a apresentação. A seguir, mostramos um passo – a – passo para organizar cada uma dessas etapas. Normas para a realização de trabalhos escolares:

Primeiro passo: a pesquisa sobre o tema
O texto do trabalho escolar é um conjunto de informações que podem ter procedências variadas. Portanto, antes de começar a escrever, é preciso pesquisar o tema em várias fontes, como livros, jornais, revistas e internet. Não ficar refém ou extrair informações exclusivamente da internet. É melhor iniciar a pesquisa com o material existente em casa ou na biblioteca da sua escola.

Seleção de informações
Feita a pesquisa, é hora de selecionar os dados por meio de uma leitura mais atenta. A triagem é necessária para que sejam descartadas as informações repetitivas ou que não acrescentem nada ao tema ou informações que não são compreendidas e precisam de mais pesquisa.

Fonte confiável
A seleção de informações deve levar em conta a confiabilidade da fonte. Por isso, é importante compara as informações em mais de uma fonte. É possível verificar, por exemplo, se um mesmo fato foi trata o do mesmo jeito por dois jornais diferentes.

Livros, jornais e revistas.
Verifique quando foram escritos, os livros e as enciclopédias podem conter informações desatualizadas ou conceitos ultrapassados. Jornais e revistas, são voas fontes de consultas para assuntos que exija atualidade de informações. Sempre procure fazer a pesquisa em mais de um jornal ou revista.

Internet
É um grande banco de dados em que computadores ligados entre si e ao mundo inteiro podem trocar informações. Se você não possui acesso à internet em sua casa, verifique se é possível utilizar os computadores da biblioteca da sua escola ou da sua cidade. Lembre-se a internet é somente mais uma fonte de consulta e pesquise em sites confiáveis.

Segundo passo: a redação
Feita a pesquisa de informações, o próximo passo é escrever o trabalho escolar e organizar sua forma de apresentação. De acordo como trabalho, pode-se incluir imagens (fotos, desenhos, gráficos) para ilustrar tópicos do tema. A ilustração enriquece a apresentação do trabalho.

Dicas para escrever
Cada um tem um estilo próprio de escrever. Mas existem algumas recomendações úteis

a) Quanto ao conteúdo.
Elabore um roteiro do que será escrito, procurando imaginar tópicos ou capítulos.
Organize o material pesquisado, distribua as informações entre as divisões estabelecidas
Procure escrever frases, orações e períodos curtos para facilitar a leitura.
Evite a repetição de informações ao longo do trabalho
O título do trabalho NÃO é o nome da DISCIPLINA
Revisar o trabalho: pontuação, coerência, acentos, letras maiúsculas e minúsculas em início de frases, substantivos próprios, etc.

b) Quanto a forma
Não misturar folhas de desenho, pautadas ou de tamanhos diferentes em um mesmo trabalho. Para folhas de ofício e trabalho digitado, usar tamanho A4 (29,7 cm x 21 cm).

No trabalho manuscrito utilizar folhas de papel almaço e respeite as margens que já vem nas folhas.
O trabalho pode ser digitado na cor preta (100%) ou manuscrito na cor azul (100%).
Quando o trabalho for digitado deve-se utilizar a fonte Arial 12 ou Times New Roman 12, justificado e de preferência com o espaçamento de 1,5 cm entre as linhas.
Faça um trabalho limpo e ordenado. Se for manuscrito, evite o uso de corretores e mantenha um padrão para a letra.
Se o trabalho é feito por mais de um aluno, colocar os nomes em ORDEM ALFABÉTICA.
Respeite as margens ou espaços indicados ao longo de todo o trabalho. Dessa forma, ele fica mais “arejado” e a leitura mais fácil.
Utilize parágrafos dentro de cada tópicos ou capítulos.
Faça a paginação das folhas
Se utilizar imagens, encaixe-as próximas ao texto correspondente e faça uma legenda.
Evite usar cores ou outros recursos gráficos que não acrescentem informações ou dificultem a leitura.

APRESENTAÇÃO DO TRABALHO
Há inúmeras maneiras de apresentar um trabalho escolar. Tanto é verdade que, para um mesmo tema, dificilmente haverá trabalhos iguais em uma sala de aula. Cada um terá suas características visuais, sua capa e sua forma de organização. Alguns elementos, no entanto, devem fazer parte de qualquer trabalho escolar.

A seguir, mostraremos uma forma de apresentação padrão, seguindo as normas da ABNT:
1- Capa
2- Folha de rosto ou contracapa
3- Sumário
4- Introdução
5- Desenvolvimento (utilizar quantas páginas forem necessárias)
6- Considerações finais ou conclusão
7- Bibliografia ou Referencial bibliográfico
8- Anexo


Referencial bibliográfico:


ARCHIVE, Cleo. Normas da ABNT para trabalhos escolares – modelos para imprimir. Disponível em:

Normas e regras. Normas ABNT – regras para TCC e monografias atualizada. Disponível em:
<https://www.normaseregras.com/normas-abnt/>. Acesso no dia 21 de abril de 2015.

Portal da Educação, Referências bibliográficas tiradas na Internet: como colocar no trabalho?. Disponível em:

TCC monografia e artigos. Formatação de trabalhos acadêmicos pelas regras e normas padrão. Disponível em:

Slide Share, Orientação trabalho escolar. Disponível em:
<https://pt.slideshare.net/Sirlei13/orientacao-trabalho-escolar>. Acesso no dia 17 de maio de 2015.

Autora deste artigo:
Batista, Mirna Moreira

sexta-feira, 2 de junho de 2017

COMO FAZER UM TRABALHO DA ESCOLAR!

O que é pesquisa?

Segundo Marcos Bagno, em seu livro Pesquisa na Escola:
Pesquisa é uma palavra que veio do espanhol. Este por sua vez, herdou-a do latim. Havia em latim o verbo perquiro, que significava “procurar; busca com cuidado; procurar por toda a parte; informar-se; inquirir; perguntar; indagar bem, aprofundar na busca”. O particípio passado desse verbo latino era perquisitum. Por alguma lei da fonética histórica, o primeiro R se transformou em S na passagem do latim para o espanhol, dando o verbo pesquisar que conhecemos hoje. Perceba que os significados desse verbo em latim insistem na ideia de uma busca feita com cuidado e profundidade.

              Pesquisar, então, consiste em uma busca cautelosa sobre algum assunto e, a partir das informações colhidas, construir um texto inédito. Portanto, copiar parágrafos de um livro, site ou qualquer outra referência, bem como usar uma ideia de um autor e apenas trocar as palavras por sinônimos são considerados PLÁGIO, prática considerada crime, de acordo com a Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.
Você já fez algum trabalho assim? Então está na hora de mudar!

Como fazer um pesquisa, então?

            Existem inúmeros métodos de pesquisa. Aqui vamos nos ater a um deles, que é o fichamento. Basta seguir os passos a seguir:
  1. Escolha uma fonte confiável;
  2. Leia o texto e sublinhe as informações importante (APENAS as informações importantes; sublinhar todo o texto não ajuda, muito pelo contrário);
  3. Escreva a referência da fonte no topo da ficha;
  4. Anote as informações importantes na ficha correspondente — pode ser em forma de itens. Importante: não reproduza partes do texto na ficha.
  5. Procure outras três fontes e faça o mesmo.
            Quanto maior a quantidade de fontes consultadas, mais confiável torna-se a pesquisa, pois os dados confirmam-se e provam que são verdadeiros, que não se trata de uma informação falsa ou incorreta.
Para as pesquisas em sala de aula estabelecerei, no mínimo, 3 fontes consultadas, ou seja, 3 fichas. Essas fichas ajudarão você a produzir um texto inédito.

Como analisar os dados?

             Para iniciar um texto de sua autoria, que é o produto final da sua pesquisa, é preciso analisar os dados das fichas, comparando uns com os outros: se há informações que se repetem, se há informações divergentes, se alguma traz um dado novo, etc. Quando os dados repetem-se, é bem provável que sejam verdadeiros e, portanto, podem ser usados na sua pesquisa. Quando há informações divergentes, ou seja, que não conferem, como por exemplo algum ano, algum fato que está fora de ordem, deve-se consultar outras fontes confiáveis para tirar a dúvida. Após analisar os dados é o momento de começar a escrita do seu texto a partir das informações que você coletou nas fichas.
               Assim é bem mais fácil, não é mesmo?

O que é uma fonte confiável?

           Ao longo dessa leitura, você deve ter reparado na quantidade de vezes que foi utilizada a palavra confiável logo após a palavra fonte, correto? Pois bem, nada adianta fazer uma pesquisa se usamos dados ou informações inventadas, não é mesmo? As fontes confiáveis são assinadas por algum especialista da área. Todos podemos criar um blog sobre algum tema, mas só quem tem o conhecimento sobre o assunto é que poderá fornecer uma informação que se pode confiar.
          Geralmente, nos sites específicos sobre Educação Física, por exemplo, há a assinatura de quem escreveu e, inclusive, às vezes indica a sua formação na área — Graduado em Educação Física pela Universidade X, por exemplo, o que dá credibilidade ao seu trabalho.
Anotar sempre a fonte bibliográfica ajuda nos futuros trabalhos. Se o fonte é confiável, você poderá recorrer a ela sempre que tiver dúvida. Citar a fonte no trabalho escola demonstra que você realizou algumas ou muitas leituras para depois realizar o seu trabalho final.

Procedimentos iniciais do aluno:
  • Selecionar as fontes que vai consultar;
  • Leia o material pesquisado várias vezes, faça um resumo destacando as principais informações levantadas e escreva um texto com suas próprias palavras;
  • Examinar os títulos e fazer anotações sobre o que o interessa;
  • Organizar as anotações, em função do roteiro estabelecido;
  • Construir seu próprio texto; redigir;
  • Ilustrar a matéria produzida, fazendo suas próprias ilustrações ou selecionando-as de materiais prontos;
  • Enriquecer o trabalho com mapas, gráficos, reportagens e entrevistas, se for o caso.
  • Cuidado com a redação do trabalho. Faça sempre uma correção com o propósito de corrigir erros ortográficos e gramaticais;
  • Não transforme seu trabalho numa simples cópia de livros ou sites. Usando deste artifício, além de você não aprender nada, ainda corre o risco de tirar uma nota baixa.

Fonte bibliográfica:
http://www.lendo.org/como-fazer-trabalho-escolar/, acessado em 22 de abril de 2014
http://www.suapesquisa.com/trabalho_escolar.htm, acessado em 21 de abril de 2014.
https://novaescola.org.br/conteudo/2568/como-fazer-uma-boa-busca-na-internet, acessado em 20 de abril de 2014.

SEMINÁRIO: COMO ELABORAR E APRESENTAR

              É muito comum professores pedirem aos alunos apresentação de pesquisa sobre um determinado tema em forma de seminário. Infelizmente, os alunos recebem poucas informações de como realizar um bom seminário ou apresentam deficit na compreensão do que seja um seminário ou tem dificuldade em falar em público devido algum trauma anterior na sua vida escolar. Poucos são os professores que se dão o trabalho de explicar os passos que devem ser seguidos no desenvolvimento dessas atividades. Porém, o seminário é uma metodologia positiva para o aluno pois oferece autonomia e independência nos estudos individuais e posteriormente tem o reflexo no coletivo.

O que é seminário?

                É um método de estudo, com objetivo de levar todos os participantes a uma reflexão aprofundada de determinado problema, a partir de textos e em equipe. Sendo assim, todos os participantes têm de ter contato com o texto básico e saber substituir o colega encarrado de determinado tópico. Todos devem saber a mensagem central do texto a ser apresentado. Igualmente, todos devem estar preparados para o julgamento e crítica do texto, além de estar preparados para fazer perguntas sobre o tema para os ouvintes (para prender a atenção de todos)

Roteiro de um seminário:

1. Deve-se apresentar material impresso com o tema desenvolvido à professora, para que acompanhe a apresentação do grupo. No caso de textos literários, resumo da biografia do autor, do texto em questão e da ideia central do texto. Pode haver, mas não é obrigatório, um trecho do texto, escolhido pelo grupo como central, sobre o qual se deve fazer uma leitura em voz alta.
2. Faça um roteiro do que será falado (pode incluir os temas do texto), porém a leitura do roteiro integralmente não caracteriza um seminário, cuidado com leitura e a falta de explicação sobre o tema, transmite a sensação de falta de preparo e pouco estudo. O roteiro de leitura escrito é uma síntese dos momentos lógicos essenciais do texto, não apenas recortar partes do texto, mas realizar uma síntese de todo o texto.
4. Bibliográfica: no caso da literatura, dicionários, obras clássicas de abordagem da história, etc.
5. Todos do grupo deve fazer o seu roteiro de estudo sobre todo o tema, devem todos falar o seu roteiro de estudo e não interromper outro integrante do grupo que esteja falando. 

Apresentação do seminário

            O grupo de seminaristas deverá um fazer uma pequena introdução do trabalho, relatar o tema, apresentar os integrantes do grupo, descrever o método de apresentação, ter o conhecimento das partes previamente divididas entre si e uma postura crítica e confiante. A interpretação da pesquisa realizada é fundamental, “o salto par além do texto”. Então, para isso deve-se evitar a leitura unicamente e posicionar-se criticamente sobre o tema, com segurança, preparo antecipado, com o roteiro de apresentação em mãos e firmeza no que está falando.

Recursos audiovisuais.

               A linguagem predominante em um seminário é a verbal. Isso não significa que não se possa fazer usos de outros recursos, como os audiovisuais, por exemplo. Retroprojetor, filmes, slides, cds, e datashow, cartolinas, banner, paineis, escrever na lousa o roteiro pode e devem ser usados numa apresentação, desde que não substituam a exposição verbal. Lembre-se de que tais recursos são apenas apoios.

Postura do apresentador

               Os apresentados deve falar em pé, com o esquema nas mãos, olhando para todo o público, devendo permanecer sempre de frente para a plateia, mesmo quando usar a lousa, retroprojetor ou o datashow. A fala do apresentador deve ser modulada, alta, clara, bem articulada e com entonação variada, para que a explicação não fique monótona. Se consultar o roteiro, deve fazê-lo sem baixar excessivamente a cabeça, para que a voz não se volte para o chão, prejudicando a audiência. O apresentador deve mostrar-se seguro sobre o tema e atento ao tempo previsto para sua apresentação.

Oralidade

            Embora a modalidade usada nos seminários seja a falada, recomenda-se que o apresentador evite certos usos da linguagem verbal, tais como os, “né?; tá?; ahn”, pois devido ao fato de o seminário ser uma atividade mais forma, tem-se a predominância da variedade padrão da língua, havendo, assim, certa proximidade com a escrita.

Ultimas considerações

  • Preparar tudo como se fosse assistir ao seu próprio seminário e como se a plateia não soubesse nada sobre o tema.
  • Não leia a ficha do roteiro, apenas, mas apresente após devorar, treinar, ensaiar.
  • Ignore o professor e fale para a plateia.
  • Jamais apresente o seminário se não tiver a par de todos os tópicos, incluindo o vocabulário.
  • Dificuldades enfrentadas pelo grupo pode fazer parte das conclusões.
  • Não esqueça de finalizar a apresentação com um conclusão sobre o tema e agradecer a plateia.

Escrito por:
Jorge Viana de Moraes, é mestre em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. É professor universitário em cursos de graduação e pós graduação

Bibliografia:

quarta-feira, 26 de abril de 2017

ESPORTE NA ESCOLA: mas é só isso, professor?

A educação física é componente curricular obrigatório da educação básica (BRASIL, 2003) que tem como especificidade viabilizar aos alunos o acesso ao conhecimento da cultura corporal. A disciplina educação física é obrigatória assim como as demais disciplinas escolares (matemática, língua portuguesa, artes, história, geografia etc.) e, em comparação com as demais disciplinas, a matéria que a maioria dos alunos mais gostam, por representa um espaço menos rígido que o da sala de aula, por que ainda existem alunos que não participam das aulas? Por que isso ocorre na maioria das vezes com a educação física? Quais são os motivos que leva a Educação Física a perder o espaço no Ensino Médio?
As perguntas são pertinentes a partir da observação da rotina de sala de aula e na sobre carga de práticas centrados no esporte. O esporte é um instrumento e prática mais reforçada como conteúdo do movimento corporal na escola. A Educação Física apresenta uma diversidade de conhecimento, mas mesmo assim, nos restringimos apenas 04 modalidades nas aulas de Educação Física, tais como, futsal, basquetebol, voleibol e handebol, o Quarteto Fantástico. As outras modalidades como o atletismo e a ginástica artística não são difundidas entre os alunos desta faixa etária. E se olharmos mais a fundo, conteúdo com dança, capoeira, judô, atividades expressivas, ginástica, folclore e outras, são relegadas a projetos e momentos excluídos do currículo e das aulas de Educação Física.
A identificação do aluno com a aula de Educação Física começa desde as primeiras aulas da Educação Infantil. É o único lugar onde o corpo cria voz através do movimento, mas as oportunidades para conhecimento de outras práticas ainda apresenta limitações, e as opções dadas ao individuo são mínimas. Pesquisas em escolas públicas e particulares, realizada pela autora Betti (1992), descreve bem esta limitação de oportunidades, restrito ao voleibol, basquetebol e futebol. E os alunos que não se identificam com nenhuma destas praticas esportivas responderam que gostariam de aprender outros conteúdos.
A Educação Física tem no movimento corporal, o meio e o fim para atingir o objetivo educacional, utilizando das diversas atividades, como o jogo, o esporte, a dança ou a ginástica. Mas a escola assumiu o ensino exclusivo do esporte, como estratégia para alcançar esses objetivos. Uma distorção dos conteúdos curriculares e do objetivo da disciplina na escola. Essa hegemonia do esporte passou a existir depois da Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra. Outro marco foi a ascensão da classe média ao poder politico e a influência social que o esporte passou a proporcionar as camadas inferiores da sociedade. Sua expansão deu-se, a partir do final do século XIX. (Betti, 1991)
O esporte, então, é fruto da sociedade industrial moderna e reproduz o proposto pela sociedade, no que toca a suas ideologias. O esporte é cópia do relacionamento capital dessa sociedade. Com isso a esportivização foi o próximo passo para a construção do esporte na escola, com seu auge na década de 70, onde o binômio mais utilizado foi Educação Física/Esportes, chegando o governo a subordinar a Educação Física escolar ao esporte. Os códigos do esporte, tais como o rendimento atlético desportivo, a competição, comparação de rendimentos e recordes, regulamentação rígida, sucesso esportivo e sinônimo de vitória são lemas da Educação Física Escolar, consequentemente da sociedade capitalista. O professor passa a professor-treinador e o aluno a aluno-atleta, uma vez que falta uma definição do papel do professor de Educação Física. Enfim, a finalidade da esportivização no contexto escolar não é mais a educação, é o rendimento.
Com esse modelo de Educação Física Esportiva, aumentar ou diminuir o número de horas dedicadas ao esporte, não o tornarão necessariamente educativo. É necessário pensar no esporte como um fenômeno social massivo devido à mídia, onde se tornou um negócio lucrativo (o mesmo acontece com o cinema). Se por um lado o esporte exerce um papel social, por outro lado, é constituído pela atividade física pura. Não é possível adotar a "política do avestruz" ocultando qualquer um destes papéis. E um dos papéis educacional é a aprender a discutir o que acontece no esporte, por exemplo, na questão política dos boicotes olímpicos, os ídolos, e não simplesmente negá-los, a falta de direitos trabalhistas para atleta, a exclusão de gêneros, marginalização da diversidade corporal.
Em meio a este cenário esportivo, aumenta-se a preocupação com o envolvimento do aluno nas aulas de Educação Física e o com seu aprendizado efetivo e concreto. Cruz de Oliveira (2010) identificou três modelos de alunos, de acordo com a participação nas aulas: “aqueles que não participavam das práticas corporais, os que participavam de tudo e aqueles que se encontravam na fronteira entre esses dois grupos” (CRUZ DE OLIVEIRA, 2010, p. 141). Segundo o autor, o sistema escolar contribui para que a educação física seja vista como um espaço menos rígido quando comparada às demais disciplinas, pois, há uma centralidade da atividade intelectual nas atividades escolares, pouca importância às práticas corporais na escola e o momento de relaxamento intelectual seguido de prazer e descontração.
O sistema escolar é composto por sujeitos e saberes, uma relação entre professor-aluno-conhecimento. Podemos apontar um dos motivos para a hegemonia esportiva e a visão da Educação Física desleixada a resistência dos professores face a novas propostas de ensino. Geralmente o ano é dividido em "bimestres letivos". No 1° bimestre é oferecido o futebol, no 2º o handebol, no 3º o basquetebol e no 4º bimestre o voleibol. Se esta programação é cumprida, pelo menos consegue-se mostrar aos alunos quatro modalidades. O problema é quando ela é repetida para todos os alunos, do mesmo jeito, independentemente da faixa etária e quando ela se repete ano após ano, sem alterações. Pior ainda é quando ela fica apenas no papel, e os alunos vêem apenas uma modalidade durante todo o ano, de forma livre, sem acréscimo de conhecimento e desvalorizada enquanto cultura escolar.
Neste ponto pergunto: onde ficam os conteúdos como a dança de salão, a capoeira, a ginástica aeróbica, a musculação? Isto sem contar a ginástica artística, o folclore e o atletismo que também não são utilizados. Por que isto acontece? Muitos podem ser os motivos. Talvez o receio de mudar ocorra pela insegurança dos professores em relação a conteúdos que não dominam, e desta forma trabalham com o que possuem mais afinidade. Ou por acreditarem que a escola não possui nem espaço, nem material apropriado, ou ainda por acharem que os alunos não gostariam de aprender outros conteúdos.
A questão do espaço em algumas escolas é realmente um assunto delicado. O professor sempre imagina uma aula na quadra, com bolas oficiais, etc. Quando isto não existe na escola, ou quando a quadra não pode ser utilizada, a aula termina. Mesmo que o conteúdo a ser desenvolvido seja a ginástica, por exemplo, ou a dança, a aula é, via de regra, realizada na quadra. A escola acaba preocupando-se com a organização do espaço físico voltado aos padrões esportivos vigentes e adapta este espaço apenas com fins de competições esportivas. Assim, em escolas temos quadras, mas não salões de dança, por exemplo; os próprios professores acabam não sabendo fazer outra coisa a não ser utilizar as instalações esportivas.
Em relação ao material observa-se o mesmo tipo de problema. Utilizam-se materiais caros, com pouca durabilidade, como no caso de bolas, onde nem o Estado, Prefeitura ou escola particular sente-se responsabilizado pela compra. Entretanto, também neste item não observamos uma renovação. Poucos são os professores que procuram utilizar outros materiais, diferentes dos convencionais nas aulas. Isto define, inclusive, o tipo de conteúdo a ser desenvolvido. Se uma escola possui apenas bolas de basquetebol, o conteúdo girará somente em tomo deste esporte. Embora isto inviabilize alguns conteúdos esportivos, não impossibilita outros.
Neste modelo tradicional e esportiva das aulas de Educação Física, a base de valores parte da competição e do individualismo, que acaba dando lugar a atitudes agressivas, em função de comportamentos competitivos e frustrantes, pois deixa de lado a satisfação pela participação, afastando aqueles que se sentem menosprezados por não conseguirem vencer. É comum conhecermos alguém que atribui a desvalorização às práticas corporais devido às experiências negativas tidas na escola, relacionadas com o esporte, quando teve algum tipo de frustração decorrente de atitudes preconceituosas ou tristeza por sentimento de inferioridade. Esses alunos se sentem menosprezados quando sofrem preconceito dos colegas, por não terem determinada habilidade para o esporte.
Desta forma, os alunos se tornam passivos no processo de ensino aprendizagem e o professor não legitima sua prática pedagógica, reforçando o sistema social. Imaginem um aluno que sempre jogou voleibol separado por gênero durante os anos de sua escolaridade, e da forma que esse esporte é transmitido pela televisão, com as mesmas regras, sem saber por que jogam de determinada forma, se é possível construir suas próprias regras, se existem outras formas de jogar. Qual a contribuição das aulas de educação física para sua formação?
Não é tarefa simples solicitar a participação dos alunos nas aulas de educação física, quando eles próprios argumentam que não aprendem nada de novo, ou quase nada com esta disciplina. Infelizmente há muitos professores que apresentam a característica de dar a bola aos alunos e deixá-los assumir as responsabilidades da aula. Há um faz-de-conta quando o professor não busca a efetiva participação do educando, pois não se esforça em ensinar conteúdos relevantes e o estudante, por sua vez, não se importa com esse descaso, mas tem consciência que isso ocorre.
O artigo tentou mostrar outras discussões que também são negadas, no sentido de, questionar a pouca utilização de outras modalidades esportivas e outros conteúdos da Educação Física para que a mesma não continue sendo vista como o binômio Educação Física/Esporte e muito menos Educação Física/ "alguns esportes". Vários motivos podem servir como explicação para o fato da não utilização de outros conteúdos. Outros fatores podem estar intervindo na escolha dos conteúdos pelos professores de Educação Física e o afastamento do aluno na prática dessas aulas. Cabe agora a estes professores e alunos tomar a decisão de questioná-las e mudar.

Referência bibliográfica:
BETTI, Irene Conceição Rangel. Esporte na escola: mas é só isso, professor? Revista Motriz: volume 1, numero 1, pg. 25 a 31, junho de 1999.

TENÓRIO, Jederson Garbin; SILVA, Cinthia Lopes da. Educação Física Escolar e a não participação dos alunos nas aulas. Ciência em Movimento, Volume 2, número 31, página 71 a 80, 2013.