quinta-feira, 10 de maio de 2018

TELEVISÃO: UM MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA



Os meios de comunicação de massa são os meios e instrumentos mais populares de divulgação das informações. A televisão, em especial, tornou-se um meio de comunicação de massa, a partir do momento que o domínio da nova tecnologia possibilitou à maioria das pessoas acesso aos aparelhos de TV.

A televisão é uma das formas de transmissão que atinge grande parte dos lares brasileiros, divulgando uma série de informações, determinadas por seus programadores e/ou patrocinadores. Existe uma série de critérios, que visam atingir às exigências dos patrocinadores, além de interesses políticos e ideológicos da elite, como por exemplo, o futebol no Brasil.

Na programação a ser exibida, o futebol ocupa um lugar central, por vários fatores que contribuem aos objetivos da televisão. A mídia televisiva em suas programações, objetiva adquirir sempre maior público. Para isso, as emissoras de televisão procura transformar as transmissões esportivas em atrações que beiram ao espetáculo. 

Essa forma moderna de transmissão tem feito o telespectador ter a impressão de estar sempre acompanhando o espetáculo no local onde está sendo realizado, dada a gama de possibilidades de visualização dos lances, sendo que, às vezes, em melhores condições do que aqueles que estão no local. A televisão destina, ao esporte, horários diversificados de transmissão, procurando atender, quase sempre, a lógica mercadológica imposta às transmissões. Essas transmissões compõem um quadro de programação, em que existem infinidades de atrações, desde filmes até telenovelas.

Se observar a qualidade dessas transmissões, você verá que a televisão tem como aspecto principal a informação já bastante simplificada. Isso significa reportagens curtas, de fácil entendimento, e que proporcionem ao público uma sensação de agradabilidade ao assistir. Mas o que essas características têm em comum com o esporte em geral e, especificamente, com o voleibol ou com o futebol?

A programação da televisão não deve ser maçante ou entediante. Deve proporcionar ao público novas emoções e sensações a todo instante. O voleibol, assim como qualquer esporte, não possui enredo pré – definido, ou seja, não se sabe qual será o desenvolvimento completo do jogo (ainda que os resultados possam ser manipulados, mas aí só se saberia a priori o resultado dos acontecimentos por um pequeno grupo de “interessados”). Isso já atinge o objetivo voltado para a criação de novas sensações a todo momento, uma espécie de imprevisibilidade.

Outra questão interessante, que você pode perceber no voleibol e atinge as perspectivas da televisão, é a previsibilidade de tempo do jogo. Perceba na programação da televisão, tudo tem tempo estipulado, devendo seguir as determinações. Neste sentido, esportes que possuam uma previsibilidade são interessantes para a televisão. Já imaginou uma partida de tênis? Chega a durar 4 horas, como ficariam os quadros de programação geral da emissora?

O voleibol teve a oportunidade de ampliar sua “popularidade” por meio da espetacularização efetuada na televisão, e, com isso, divulgar os produtos dos novos patrocinadores que começavam a se interessar pelo esporte. O processo de transição do esporte transformado em espetáculo por meio das mudanças de suas regras para “garantir o público consumidor”.

A partir das relações entre os clubes, confederações e organizadores de torneios vinculados aos interesses das emissoras de TV, o voleibol se transformou em esporte espetáculo, cujo objetivo tem por trás da diversão, e simples competição, o incentivo ao consumo de grandes marcas esportivas, produtos variados, formas e estilos de vida, modismos e ideias.

Nesse contexto, o voleibol, com a ajuda da televisão e o interesse de outros agentes envolvidos (dirigentes, técnicos, jogadores, etc.) passou de um esporte pouco conhecido, voltado para as classes mais abastadas, a um esporte “popular”, conhecido e praticado por pessoas de todas as classes sociais e de todas as regiões do Brasil. Tornou-se um empreendimento, marca registrada que rende milhões anualmente.


Referencial: Vários autores. Educação Física. Curitiba: SEED/PR, 2006, 37 a 43 p.


INDUSTRIA CULTURAL E MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA


As relações entre cultura de massa, indústria cultural e meios de comunicação de massa parecem indicar uma coisa só, mas apresentam fundamentos distintos na estratégia de consolidação da ideologia capitalista. A cultura erudita é produzida pela classe dominante (elite), a cultura popular é produzida pelas classes populares, que se refere a tradição, o folclore e a religião. A cultura de massa é produzido para as massas. Ela é gerada no interior da indústria cultural, no conjunto de empresas vinculadas à classe dominante (elite) que tem como função “produzir” cultura para a massa (classe trabalhadora/popular) em forma de objeto de consumo.

Isso acontece pela massificação de saberes e padrões de comportamento que interessam às classes dominantes, para que sejam adotadas como referência pelas classes dominadas. Por meio de inúmeros produtos (novelas, filmes, livros, shows, programas de TV, revista, música, etc), há uma divulgação de elementos culturais que tem como ideia inicial a consolidação de valores e comportamentos que reforçam a ordem social capitalista. Para isso, esses produtos incentivam o consumo, a padronização dos gostos, em um processo em que prevalece a busca pelo lucro.

Os meios de comunicação de massa (televisão, rádio, cinema, jornais, etc), que são os principais veículos de divulgação da cultura de massa. São responsáveis por transmitir as ideais das classes dominantes para o conjunto de pessoa, por exemplo o jovem, como forma de controle hegemônico sobre as classes dominadas. Por exemplo, quando um programa jornalístico de uma emissora de televisão apresenta uma notícia, o modo como são narrados os fatos ou apresentadas as entrevistas não é neutro. Procura – se construir determinado olhar sobre a realidade que representa a visão dos donos do veículo de comunicação em que a informação está sendo divulgada. Atualmente, o principal modo de obter informação é por meio da televisão, assim sendo, é o veículo essencial para a difusão da cultura e da ideologia dominantes.

Esta relação de cultura e poder (controle social), levou Theodor Adorno e Max Horkheimer (1985 – 1973) criarem, em 1940, o conceito de indústria cultural. Esse conceito foi elaborado para designar o modo como se produz “cultura”, com base na padronização verificada em qualquer outra produção industrial. Com a Revolução Industrial foi possível fabricar em grande escala produtos padronizados, para a sociedade de consumo. Assim, as empresas responsáveis pela produção de bens culturais como mercadoria fazem parte da indústria cultural. A produção da cultura passou a ter como principal finalidade o lucro. A arte deixa de exercer sua autonomia de criticar a sociedade para tornar – se produtos mais rentáveis e aceito pelos consumidores.

A cultura de massa, como produto da indústria cultural, se sustenta oferecendo divertimento e produzindo conformismo. A diversão propiciada pelos produtos da indústria cultural, muitas vezes mascara os conflitos existentes na sociedade. O conformismo refere – se a aceitação da realidade social, como mostrada pelos meios de comunicação, que não lhe fazem nenhuma crítica. O divertimento e o entretenimento reforçam a naturalização das situações de opressão e desigualdades apresentadas nos filmes, nas telenovelas e nas séries de televisão.

Esse processo de naturalização e conformismo produz a alienação das massas. Funciona como mecanismo de controle social, pois neutraliza a possibilidade de o indivíduo entender e criticar os padrões de relações sociais aos quais está submetido. Assim, a ideologia dominante transmitida por esses produtos culturais permite a reprodução das relações de dominação na sociedade.

O filme “À procura da felicidade” (2006) reforça a ideia de que o indivíduo tem total controle sobre sua vida. Basta que ele trabalhe muito para que no final seja recompensado. Essa ideologia de “se quiser, você consegue” ignora a influência das estruturas sociais na vida das pessoas, dificultando o surgimento de um olhar crítico sobre a sociedade.

Durante sua leitura, teve alguma palavra que você não entendeu? Sim? Não? Pesquise seus conceitos e significados no dicionário da biblioteca da escola e anote no seu caderno. Poderá facilitar o entendimento sobre o texto e ampliar seu conhecimento. Buscar outras referências também é muito importante. Por exemplo, livro de Sociologia, de Nelson Dacio Tomazi, da editora Saraiva.

SILVA, A. et al. Sociologia em movimento. Editora Moderna: São Paulo, 2013, 81 a 83 p.

domingo, 6 de maio de 2018

DO GIBI PARA O CINEMA: os meios de comunicação




Os meios de comunicação de massa são os meios, instrumentos e/ou ferramentas de comunicação e divulgação das informações produzida pela sociedade, tais como, rádio, jornais, televisão, cinema e internet. A comunicação de massa tem a característica de chegar a uma grande quantidade de receptores ao mesmo tempo, partindo de um único emissor. A televisão e o cinema são formas de transmissão e divulgação de uma série de informações determinadas pelas empresas que dominam o mercado capitalista. Existe, por trás dessas ideias, o interesse em aumentar os lucros, atingir às exigências dos patrocinadores parceiros e interesses políticos da elite.

Na década de 70, o Brasil vivia um regime militar, com a censura aos meios de comunicação, com prisões, torturas, assassinatos, cassação de mandatos, banimento do país, espalhando o medo e a violência contra as pessoas que não aceitavam o que regime ordenava. Para amenizar essas crises, o governo do presidente Médici (1969 – 1974) direcionou os olhares para o futebol, desviando a atenção da população dos conflitos políticos da época através da expansão da televisão. O objetivo era que, ao invés das pessoas saírem às ruas para participar de manifestações políticas, ficariam em suas casas torcendo pela seleção brasileira numa “corrente pra frente”. O governo militar utilizou-se da vitória da seleção, no mundial de 1970, para desviar a atenção da crise econômica, dos problemas sociais e políticos e, principalmente, das atitudes autoritárias relacionadas às torturas, perseguições e mortes, frequentes naquele período triste de nossa história.

Nos Estados Unidos da América a Guerra Fria (1945 – 1991) travada com a Ex – União Soviética (Rússia) foi marcado por muita espionagem e propaganda política, tanto do lado norte-americano quanto do soviético. Não bastasse tudo isso, armas atômicas seriam usadas caso as duas superpotências partissem para o conflito militar direto. Nesse cenário surgiu os super – heróis nos gibis, depois na televisão e agora no cinema, com a criação da Marvel Comic’s (1961, com o primeiro gibi). Os fatos eram inspirados na realidade vivida da época. Era um forma de contar a história, uma versão norte – americana, tendenciosa e parcial. As histórias contam sempre a disputa vivida pelos E.U.A e a Ex – União Soviética. As cores da bandeira americana estão sempre presente, o forte apelo patriota e nacionalista americana, a tendência de influenciar quem é o vilão e quem é o mocinho. Apresenta uma visão parcial dos fatos, imaginativa, segura, confortável, super tecnológica e acima da média tendenciosamente americana. Este tipo de expressão construído nas histórias em quadrinho mascaram a crueldade e as mortes ocorridas durante a guerra. Existe um apelo emocional para justificar as mortes dos soldados, iniciar uma nova guerra, manter a poder, a riqueza e a influência política, econômico e militar no mundo,

O gibi, a televisão, cinema, a revista, rádio, a internet, são usados pelo governo e pela classe dominante como meio para desfaçar e desviar a atenção da população para os problemas sociais. No caso do futebol, no Brasil, o interesse do governo foi distrair a população, “aliviar” consequências da instabilidade política do país. O futebol e as histórias em quadrinhos têm um papel importante para a transmissão da ideia de cada governo, para manter o controle social da classe dominante e aumentar o patriotismo fiel da classe dominada.

ATIVIDADE FÍSICA E SUA RELAÇÃO COM A SAÚDE




A prática regular de atividade física sempre esteve associada à imagem de pessoas saudáveis. Não é de se estranhar que atualmente, em virtude principalmente das mudanças geradas pela modernização, o incentivo a prática de atividade física seja uma discussão de grande repercussão em todo o mundo.
A princípio, antes de aprofundarmos as discussões sobre a atividade física e sua relação com a saúde é importante entendermos e atentarmos para o conceito de atividade física. Sendo assim, o que é atividade física? A atividade física pode assim ser definida como qualquer ação ou movimento corporal exercida pelo músculo-esquelético a qual resulte em gasto energético maior do que os níveis de repouso. Em geral os movimentos corporais amplos, como lavar roupa, passear com o cachorro.
A atividade física vem sendo constantemente veiculada e vinculada à obtenção e/ou manutenção da saúde. Não é a toa que alguns males, dentre eles o sedentarismo. Para você ter uma ideia, no Brasil, o sedentarismo é um problema que vem assumindo lugar de destaque e preocupação. As pessoas estão trocando o movimentar diário pelas comodidades da vida moderna, o sedentarismo, que é a falta ou ausência de atividade física regular, atividades que não aumentam consideravelmente o gasto energético acima do nível de repouso, como dormir ou permanecer sentado em frente ao computador, por exemplo.
As pesquisas mostram que a população atual gasta bem menos calorias por dia, do que gastava há 100 anos, o que explica porque o sedentarismo afetaria aproximadamente 70% da população brasileira. O estilo de vida atual pode ser responsabilizado por 54% do risco de morte por infarto e por 50% do risco de morte por derrame cerebral, as principais causas de morte em nosso país. Assim, podemos observar e compreender que a discussão sobre atividade física é um assunto de saúde pública dai a necessidade de estudarmos este tema em nossas aulas.
A prática de atividade física é fundamental para o desenvolvimento adequado quando de crianças, assim como adjuvante no tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, hipertensão e diabetes. Na promoção da saúde com atividade física, a OMS (Organização Mundial da Saúde) define saúde como “bem-estar físico, mental e social, e não apenas ausência de doenças ou enfermidades”.

Por que a preocupação com o sedentarismo?
No censo de 2000, mostra que a grande maioria dos países em desenvolvimento, grupo do qual faz parte o Brasil, mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas, não praticam um nível adequado de exercício físico.
Em todo o mundo observa-se um aumento da obesidade, que está relacionado com o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usada pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia – a – dia. Ou seja: a obesidade acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente, associada a falta da prática de atividades físicas, ao longo da vida. É o famoso estilo de vida moderno, no qual a maior parte do tempo livre é passado assistindo televisão, usando computadores, jogando videogames, etc.
Observou-se que as pessoas reduzem, gradativamente, o nível de atividade física, a partir da adolescência e passa adotar estilo de vida sedentário com a ingestão de altas calorias na sua alimentação.

Afinal, o que é Hipertensão arterial e diabetes?
          As doenças crônicas não transmissíveis são as preocupações do setor público de saúde, devido, a baixa qualidade de vida dos pacientes, ao longo da vida. Essas doenças, não matam rápido, como o infarto ou o derrame, elas vão se agravando sem o devido cuidado, e vai debilitando o paciente, deixando – o inválido e dependente dos outros. A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, pode variar de acordo com a gravidade, apresenta constante variação de pressão arterial e de forma sistemática, está relacionada com a força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular por todo o corpo. Os valores da pressão arterial não são sempre os mesmos durante o dia. Geralmente caem, quando dormimos ou estamos relaxados, e sobem com a atividade física, agitação, estresse.
            Já a diabetes adquirida ao longo do tempo, é a conhecida do tipo II, afeta a forma como o corpo metaboliza a glicose, principal fonte de energia do corpo. A pessoa com diabetes tipo II pode ter uma resistência aos efeitos da insulina (hormônio que regula a entrada de açúcar nas células) ou não produz insulina suficiente para manter um nível de glicose normal. Quando não tratado, o diabetes pode ser fatal.

Quais são os benefícios dos exercícios físicos?
A prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo. O exercício físico se diferencia da atividade física. Do ponto de vista músculo-esquelético, o exercício físico é uma seqüência sistematizada, planejada, orientada, estruturada e repetitiva de movimentos que tem como objetivo pré-definido ou intermediário melhorar ou manter a saúde/aptidão física, como por exemplo, o treinamento desportivo. O exercício físico auxilia na melhora da força, do tônus muscular e da flexibilidade, além disso, fortalecimento dos ossos e das articulações.
Com relação à saúde física, observamos perda de peso e do percentual de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, controle do nível de açúcar no sangue, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol (o "colesterol bom"). Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas.
Além disso, a prática regular de exercício físico ajuda a melhorar o fluxo de sangue para o cérebro; ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse podendo assim exercer, também, efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar.

Como é feita a escolha da atividade física adequada?
A escolha pode ser feita individualmente, levando-se em conta os seguintes fatores:

Preferência pessoal: o benefício da atividade só é conseguido com a prática regular da mesma, e a continuidade depende do prazer que a pessoa sente em realizá-la. Assim, não adianta indicar uma atividade que a pessoa não se sinta bem praticando.

Aptidão necessária: algumas atividades dependem de habilidades específicas. Para conseguir realizar atividades mais exigentes, a pessoa deve seguir um programa de condicionamento gradual, começando de atividades mais leves.

Risco associado à atividade: alguns tipos de exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são predispostos. O ideal é buscar orientação de um professor de Educação Física para evitar o risco de lesão ou algum outro tipo de problema.

Referência:










sexta-feira, 16 de março de 2018

O PESO DO ESTEREÓTIPO

No que se refere aos distúrbios da alimentação podemos dividir a humanidade em dois grandes grupos, aquelas que comem de menos e aqueles que comem demais. Os primeiros compreendem aqueles para os quais falta comida – os habitantes do Terceiro Mundo – e aqueles que, mesmo dispondo de alimento, recusam-no por razões emocionais. A abundância de comida e a voracidade, por sua vez, geraram o problema da obesidade, que, mesmo em países como o Brasil, é hoje uma questão de saúde pública.
A extrema obesidade está associada a diabetes, hipertensão arterial, doença cardiovascular, problemas articulares. E resulta numa imagem corporal que não é das mais agradáveis – ao contrário do que acontecia no passado, quando a maior ameaça era representada pela desnutrição. Mulheres gordinhas eram valorizadas, como se pode ver nos quadros de Rubens ou de Cézanne. Na época deste último, o grande espectro era a tuberculose, comumente associada à extrema magreza. Pela mesma razão, na cultura hotentote são valorizadas mulheres com nádegas grandes, a gordura ali depositada equivale a uma “poupança” mais importante que qualquer poupança bancária. As coisas mudaram: “You can never be too rich or to thin” é um dito corrente nos Estados Unidos, ou seja: “excesso de riqueza ou de magreza não prejudica”. Riqueza é símbolo de sucesso, magreza é a imagem da elegância. O corpo transformou-se num objeto a ser exibido. E isso resulta num conflito: de um lado está a indústria da alimentação, com toda a sua gigantesca propaganda, ninguém mais vai ao cinema sem levar junto um contêiner com pipocas (como se a pessoa não pudesse passar duas horas sem comer). De outro lado, temos o estigma representado pela obesidade.
O resultado é um conflito psíquico que se manifesta de várias maneiras, mais notavelmente pela anorexia nervosa. Que não é coisa nova. Já na Idade Média, Santa Catarina de Siena tornou-se famosa por evitar o alimento. Comia pouquíssimo, apenas o suficiente para não morrer de fome. Mas a razão ali era religiosa; voracidade era pecado, contenção alimentar era virtude. O conflito emocional que leva à anorexia é de outra natureza, e bem mais recente. Até os anos 50 a anorexia nervosa era pouco mais que uma curiosidade médica. Mas em meados dos anos 70 um estudo mostrava que cerca de 10% das adolescentes suecas eram anoréxicas. Em 1980 os transtornos psicológicos da alimentação já eram um dos problemas mais frequentes entre as jovens universitárias americanas. O gênero, no caso, é fundamental porque anorexia é muito mais frequente entre moças. Também é importante a classe social: a classe média é mais propensa a ela que os pobres.
Estudar a anorexia e outros distúrbios alimentares tornou-se prioridade médica. Aqui é preciso destacar o papel pioneiro da psiquiatra americana Hilde Bruch, nos anos 70. Baseada em vasta experiência, Bruch mostrou que a anorexia resultava de um conflito entre o desejo de atender às expectativas sociais de uma silhueta esbelta e a vontade de comer, fomentada pela mídia. E por que isso é mais frequente no sexo feminino? Porque, diz Bruch, os rapazes têm outras formas de expressar seus conflitos, através da revolta juvenil, por exemplo. Entre as garotas, o perfil familiar também é importante. A anoréxica vem de uma família em que o pai ou a mãe, ou ambos, são pessoas bem-sucedidas, ambiciosas, preocupadas com aparência física e a pressionar a filha para ser esbelta e elegante. O resultado pode ser uma sobrecarga emocional insuportável, com consequências devastadoras, até porque a anorexia pode se acompanhar de distúrbios hormonais graves. E não raro a jovem necessitará de acompanhamento terapêutico especializado. Em termos de peso corporal, como em relação à carga emocional, o ideal não é nem a falta nem o excesso. O ideal é o equilíbrio, mas para isso a sociedade precisa se conscientizar dos problemas representados pelos estereótipos que cria.
Retirado da Revista Bem Viver – Mente & Cérebro, ano 13, n.152. Acessado em: 13/02/2015

www.acessaber.com.br

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

1) De acordo com o texto, como se caracterizam os distúrbios alimentares?

2) Qual problema a abundância de comida e a voracidade traz para a saúde humana?

3) Quais problemas a extrema obesidade causa na saúde do ser humano?

4) De acordo com o texto, qual era a maior ameaça à saúde pública no passado? E por quê?

5) Você concorda com dito popular corrente nos Estados Unidos: “excesso de riqueza ou de magreza não prejudica”? Justifique sua resposta.

6) De acordo com o texto as mulheres valorizadas no passado eram as “gordinhas” com nádegas grandes. Essa realidade mudou. Hoje o “corpo transformou-se num objeto a ser exibido”. Explique por quê?

7) Atualmente a prioridade médica estudar os distúrbios alimentares, então o que é anorexia nervosa?

8) A anorexia nervosa, de acordo com o texto, esta associada as adolescentes da classe média, porque é mais frequente no sexo feminino?

9) Em relação ao peso corporal e à sobrecarga emocional causada pela busca do corpo perfeito, qual é a sugestão indicada pela Revista Bem Viver?

ALIMENTAÇÃO E ATIVIDADE FÍSICA


Alimentar é dar ao organismo os nutrientes necessários à sua manutenção. Os nutrientes são encontrados nos alimentos, que podem ser tanto de origem vegetal como animal. Os alimentos são partidos em pequenas porções pelos processos de digestão e absorção, que começa na boca, através da mastigação, e termina nos intestinos, onde os nutrientes são absorvidos, para serem usados nas células, tecidos, músculos, órgãos, enfim por todo organismo.
Nenhum alimento conterá todos os nutrientes necessários à manutenção da vida e um mesmo tipo de alimento pode oferecer ao organismo nutrientes em excesso, que podem causar várias doenças. O ideal então é equilibrar a alimentação. A Pirâmide Alimentar foi criada para ajudar e a entender como equilibrar esses alimentos diariamente. Os alimentos são agrupados de acordo com as suas funções e seus nutrientes e é dividida em 8 grupos. Nenhum grupo pode ser utilizado como única fonte dos nutrientes, por que, nenhum grupo contém todos os nutrientes.
A pirâmide funciona da seguinte maneira, a base larga, indica os alimentos mais necessários e que devem ser mais consumidos. A medida que vai sumindo na pirâmide vai diminuindo a necessidade de consumir esses tipos de alimentos, chegando até a ponta da pirâmide que indica alimentos que devem ser ingeridos em poucos quantidades. Todos os alimentos contidos são importantes, o que muda é a quantidade a ser ingerida. A quantidade é especificada para cada grupo.
Alimentos como açúcar, as gorduras e o sal podem ser encontrados em vários grupos, por já estarem presentes naturalmente nos alimentos. A ingestão particular desses alimentos, como por exemplo: o sal de cozinha e o açúcar de mesa, devem ser alvos de atenção. Uma vez que o seu excesso pode acarretar vários comprometimentos a saúde. O mesmo vale para as gorduras, principalmente a gordura animal, que é rica em colesterol.
A água, não faz parte da pirâmide alimentar tradicional, porém alguns nutricionistas defendem que á água é a base da pirâmide, por ser essencial a vida e presente na maioria dos seres vivos. No ser humano, representa até 70% do corpo. A água serve para hidratar o organismo, ajuda a dissolver os alimentos e transportar os nutrientes. Um adulto deve beber de 1 a 3 litros de água por dia.
As funções dos nutrientes para a atividade física são os de fonte de energia com os carboidratos, armazenados no nosso organismo no fígado e no músculo e será utilizado para ativar os músculos durante a atividade física. As proteínas atuam como componente construtores dos tecidos corporais (especialmente músculos, cartilagem e ossos), enzimas, hormônios, componentes do sistema imune entre outras. As melhores fontes de proteínas são encontradas em alimentos de origem animal (carnes, leite e seus derivados e ovos). As gorduras devem ser consumidas em quantidades moderadas, principalmente por atletas, mas não devem ser consideradas como um vilão para quem pratica atividade física, pois elas desempenham funções importantes no organismo, constituindo a maior reserva corporal de energia. Funcionam também protegendo órgãos vitais e a gordura corporal localizada logo abaixo da pele funciona como isolante térmico. Além disso a gordura funciona como carregador e meio de transporte das vitaminas (A, D, E e K), logo a sua eliminação ou redução significativa da dieta pode resultar numa menor concentração dessas vitaminas. As vitaminas e sais minerais são encontrados em alimentos como verdura, legumes, hortaliças e frutas, fazem parte da função reguladora e estrutural do músculo, importante para o desempenho do atleta no decorrer da atividade física
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
1) O que significa a palavra alimentar e qual é o processo de absorção dos nutrientes?
2) Podemos nos alimentar com apenas um tipo de alimento? Por quê?
3) Quais alimentos devemos comer moderadamente e porque?
4) A água não faz parte da Pirâmide Alimentar, então por que devemos ingeri – lá?
4) Para que serve a Pirâmide Alimentar?
5) As carnes e ovos são pertencentes à qual grupo da Pirâmide Alimentar? Qual a função destes nutrientes para a Atividade Física?
6) Sabemos que os carboidratos são indispensáveis para a prática de atividades físicas. Explique quais são as funções desses no organismo?
7) Onde encontramos as vitaminas e sais minerais? Qual sua função na atividade física?

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Importância da Educação Física - Reportagem do Esporte Espetacular




Resenha da Reportagem do Globo Espetacular do mês de janeiro de 2017.

          A reportagem traz a importância da Educação Física para formação das pessoas e como é a realidade da Educação Física no Brasil. Os nossos atletas famosos que conhecemos começaram a praticar esporte na infância e seus primeiros contatos foram nas aulas de Educação Física. Nesse sentido, o Globo Espetacular faz uma série de reportagem sobre a Disciplina de Educação Física para investigar a realidade dessa disciplina no Brasil e no mundo.

O que é educação Física? É uma disciplina escolar que faz bem a saúde física, intelectual e social. Não ensina só o esporte, mas leva a criança e o adolescente a ter um conhecimento mais amplo, maior de si, do outro e do mundo. Ela ensina valores, companheirismo, amizade, cooperação, socialização, respeito ao próximo, igualdade, solidariedade, determinação, solidariedade.
        
         A reportagem faz está pergunta sobre o conceito de Educação Física, por causa, do contexto de que a Educação Física na Escola passa no Congresso Nacional. As pessoas que sempre amaram a Educação Física ficou com a respiração presa no mês de setembro de 2017, devido, a proposta do governo no Congresso Nacional, com a Medida Provisória, de mudar tempo escolar do ensino médio e fim da obrigatoriedade da Educação Física e das aulas de arte. O que não durou muito tempo a primeira proposta do governo. A Medida Provisória volta atrás com a obrigatoriedade da Educação Física e com a aula de Arte. Isso surpreendeu a comunidade da área, pela importância dessa disciplina na formação das pessoas. 
      
       O professor doutor Osvaldo Luiz Ferraz demonstra essa preocupação por existir estudos, pesquisas e experiências positivas da Educação Física na formação do aluno, na qualidade de vida e na saúde a longo prazo. O secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Silva reforça que a Educação Física está garantida por compor a Base Nacional Comum. O que chama atenção é no efeito cascata que vem sofrendo a disciplina de Educação Física, primeiro a sua redução na grade curricular, agora retirar do ensino médio a obrigatoriedade da Educação Física, depois será do ensino fundamental. Dessa forma, a formação do aluno que já precária e fragmentada, de pouca qualidade, afetará seu futuro e sua qualidade de vida quando adulto.
       
         O tema ficou relevante e com muitas perguntas, que foi preciso parar para pensar e exercitar nosso papel de questionadores do modelo dessa Educação Física no Brasil. Os espaços escolares são distintos, com materiais adaptados, que o mostra a própria realidade social do Brasil. Pensar a realidade social do Brasil é pensar a Educação Física na escola, com várias realidades e com vários sujeitos. Escolas de grandes centros urbanos são mais privilegiados do que as escolas de cidades pequenas. Dentro do próprio município essa desigualdade é mostrada e percebida pelo aluno e comunidade.
         
         De acordo com o Censo Escolar de 2013, apenas 66,1% das escolas tem Educação Física. Em uma escola no Rio de Janeiro, leva a Educação Física muito a sério e está trabalhando para que todos os alunos possam ser bons atletas. Nos países que foram sede das Olimpíadas deixaram um legado muito grande para aquela cidade. As outras cidades que não tiveram nenhuma participação direto das Olimpíadas tiveram pouco legado ou quase nenhum.
       
       No censo Escolar de 2013 também revela que apenas 32% das escolas públicas, do ensino fundamental, tem quadra e na rede estadual voltado para o ensino médio são 75,5% das escolas tem quadra. Mas para Educação Física, apenas a quadra é suficiente? É preciso pensar para além da quadra, mas também no tempo destinado a aula, na distribuição das aulas, no vestiário, bebedouro, piscina, academia, de forma igual e justa para os alunos.
        
         Em outra realidade, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, a escola municipal não tem estrutura adequada, nem quadra e nem material suficiente. Mas o professor de Educação Física, Rafael Rosendo, tem boa vontade, interesse, estudo e ajuste com a realidade que se encontra. Com um pátio amplo e cheio de pilastra, ele supera a dificuldade com criatividade e respeito ao direito do aluno a Educação Física. As realidades entre as duas escolas mostradas são gritante e inúmeras, mas tem uma semelhança na presença e responsabilidade do professor. Agora, a falta de interesse de quem?

Qual o tamanho da Educação Física na vida de uma pessoa?
O esporte é tratado da mesma forma que as disciplinas intelectuais, com a mesma importância que matemática e português. Os meninos e meninas jogam juntos e crescem juntos, amparando suas dificuldades e suas superações. A escola que desenvolve o projeto experimental esportivo tem uma estrutura ampla e diversificada, de campo, pista, quadra, ginásio, piscina, material esportivo e disponibilidade dos alunos. Todo este material e estrutura é motivacional para o desenvolvimento e formação do aluno. Mas nem todas as escolas não são assim ou tiveram um legado público para as futuras gerações e futuros atletas. O que acontece realmente nesta realidade escolar acontece na realidade social, a manutenção da desigualdade social.


        A pessoa que vivência na sua infância e na adolescência uma vasta experiência motora nas aulas de Educação Física apresenta mais sucesso no futuro, independente da prática esportiva que escolher. A consciência e o conhecimento construído na fase de aprendizado inicial, na escola, em especial na aula de Educação Física, quando adulto, será mais autônomo e mais independente. A prática de várias atividades físicas contribuirá no desenvolvimento motor, intelectual e social. Um conjunto de atividade que faz um bem danado a cabeça e ao corpo. O incentivo dos atletas e do futuro adulto começa pelo professor, ao realizar sonhos, construir uma carreira, ser um profissional seguro e com sucesso para a sociedade. A responsabilidade da Educação Física na Escola está na mão do professor, sem desconsiderar os aspectos anteriores, mas o vídeo conclui que a centralidade da formação e socialização do alunos está no trabalho do professor, independente da estrutura e do material.

TELEVISÃO: UM MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA

Os meios de comunicação de massa são os meios e instrumentos mais populares de divulgação das informações. A televisão, em especia...